quinta-feira, dezembro 30

Novo Ano 

 

Bem, estamos a chegar ao fim de mais um ano.
Passa-se tanta coisa durante 365 dias e, ao mesmo tempo, parece que não tivemos tempo para nada, e que 365 dias passam a correr.
Vejo os meus filhos a crescerem tão rapidamente (mais rápido do que desejaria). O Bananito continua uma criança dócil, inteligente e atento, com o seu enorme e peculiar sentido de justiça e a sua enorme sensibilidade a ser cada vez mais dominada e melhor controlada. Ainda tem de amadurecer a forma como lida com a frustração, mas acredito que está no bom caminho.
A Conchinha está prestes a fazer três anos (como o tempo passa a correr!!). Continua a menina traquinas e rebelde que sempre foi, muito independente e autónoma. É uma criança que irradia energia (tanta que nos consegue deixar exaustos), mas é, também, uma menina meiga e dócil (quando está para aí virada) :).
Quanto a mim, aproxima-se o ano dos meus trinta e cinco anos, vou deixar de ser trintinha para passar a ser trintona e tal como manda a tradição, o meu relógio biológico (ou melhor, o meu bomba-relógio biológico) anda desgovernado. Infelizmente não lhe poderei fazer a vontade, pois seria impossível ter outro filho nesta altura.
Por outro lado, se houvesse essa possibilidade, a de ter outro filho, gostaria muito de poder adoptar um. É um sonho que tenho desde que fui mãe.
Pode ser que o consiga fazer, um dia.
Para todos vós desejo que o novo ano que aí vem seja fértil em saúde, amor, harmonia e tranquilidade.
Um Feliz Ano de 2005.

feito por Mary Poppins por volta das 14:43 |

terça-feira, dezembro 14

Trela: Procura-se 

 

Eu vejo, pela cara das pessos que se dão comigo, que quando desabafo sobre as dificuldades que tenho com a educação/ "dominação" da Conchinha, elas acham que eu estou a exagerar.
Ainda fico perplexa quando penso que, durante décadas, se pensou que os bebés eram tábuas rasas, isto é, que não tinham personalidade, e que só depois, meses depois, de nascerem é que começavam a estar atentos ao mundo e iniciavam a aprendizagem.
Passa-me, também, pela cabeça que a educação que damos aos nossos filhos é limitada pela sua própria personalidade.
Eu tenho em casa o exemplo cabal disso mesmo. Enquanto o Bananito, quando tinha a idade que tem agora a Conchinha, se interessava essencialmente por livros e pela descoberta, sendo assim fácil incutir-lhe o gosto pela leitura, a Conchinha não está nem aí para livros, eles servem, acima de tudo, para rasgar e riscar. Em compensação, se a pedirmos a ambos que tomem banho, a Conchinha sairá do banho em muito melhor estado que o Bananito. Pode-se dizer que ela é uma máquina em grande desenvolvimento motor. Ainda não tinha dois anos e já apertava os botões das camisas sozinha, faceta que o Bananito só conquistou com cinco anos.
Isto tudo para explicar, que depois do que passei no Domingo, resolvi que com a Conchinha só saio de trela, mesmo passando pela vergonha de ter as pessoas a olharem para mim com olhar crítico. Passo a contar:
No Domingo fui ter com a minha mãe às Amoreiras, pois havia algumas compras de Natal que precisávamos fazer, e levei a Conchinha. Íamos calmamente a andar, e a petiza estava cerca de dois metros à nossa frente, quando, de repente, a vejo a correr, e mesmo sem saber porque ela corria, desatei a correr atrás dela, só que ela acabou por me vencer, entrando, sozinha, para um elevador que se estava a fechar. Eu, em pânico, tentei puxar o elevador, mas era tarde demais, ele havia sido chamado por alguém que estava no parque de estacionamento, e já não respondeu às minhas marteladas nos botões. Ficámos ali, eu e a minha mãe, por segundos, atónitas, até que a minha mãe resolveu descer para onde o elevador tinha parado, enquanto eu fiquei à espera que o elevador voltasse, não fosse dar-se o caso dela não ter saído dele (coisa que eu achava pouco provável, e não me enganei). Passados momentos, lá volta a avó, com a neta pela mão, pois encontrara-a no estacionamento, toda contente, a cirandar. O que se seguiu não vou descrever, pois não foi agradável.
Mas agora penso, naquele minuto, que foi o tempo que deve ter durado este episódio, muita coisa podia ter acontecido. Ela podia ter sido atropelada, podia ter-se perdido naquele emaranhado de carros ou alguém ter pegado nela e, simplesmente, desaparecer.
A partir deste momento não me interessam os olhares críticos, nem o espernear da Conchinha, que vai se muito, quando lhe puser a trela, só me interessa que a quero sempre junto a mim, em segurança e protegida, o resto que se dane.


feito por Mary Poppins por volta das 19:57 |

segunda-feira, dezembro 6

Arghhh 

 

Sabem o que é sair com uma criança, ela pedir uma pastilha, nós vamos na conversa e damos a dita pastilha, e ficamos todos contentes porque ela a sabe comer, assim que tiramos os olhos da criancinha ela resolve esborrachar a pastilha, peganhenta, pelas mãos, a ponto de deixarmos de lhe ver as mãos?



feito por Mary Poppins por volta das 15:54 |

sexta-feira, dezembro 3

Natal 

 


O Natal está aí, e confesso que não sentia o Natal como uma época festiva, de algum modo até me deprimia. Mas desde que os meus filhos nasceram isso mudou. A felicidade está presente quando se consegue reunir grande parte das pessoas que são verdadeiramente importantes para nós.
É da tradição fazer a carta ao Pai Natal, para que as prendinhas sejam de acordo com os desejos. Assim sendo, vou deixar aqui a minha carta, pois sei de fonte segura que o Pai Natal lê blogs, pode ser que ele ache o nosso:

Pai Natal,

Sei que poderás achar estranha esta carta, pois os adultos há muito que deixaram de acreditar na tua existência, mas eu não. Eu sei que andas por aí a tomar conta dos nossos meninos, e também sei que não é tarefa fácil, pois há muitos e tu és só um. Mas fazes o que podes.
Este Natal gostava que olhasses para o nosso mundo, e fizesses com que os crescidos deixem os seus egoísmos mesquinhos de parte e se dediquem a olhar para os meninos que os rodeiam, pois estes meninos um dia também serão homens e se não houver quem cuide deles, que homens se tornarão?
Que os crescidos ensinem os meninos que o importante não é ter muitos brinquedos, mas sim ajudar a levantar o menino que está ao lado deles, caído.
Que os crescidos se preocupem mais com o que os rodeia, que olhem para o nosso mundo e vejam como está sujo, poluído. Como é que os nossos meninos vão viver aqui?
Que, de uma vez por todas, os crescidos ensinem aos meninos que não são as armas que trazem a paz, mas sim as palavras, a solidariedade, a compaixão e o amor.
Que, por uma vez, todas as crianças não precisem de trabalhar, passar fome, viver refugiadas, sejam abusadas, maltratadas e humilhadas.
Que, por uma vez, todos os meninos possam saber o que é ser amados.
E para terminar, ajuda os meninos que estão doentes e se sobrar um bocadinho de tempo, ajuda o meu Bananito a ficar bom.

Um grande beijinho e um Feliz Natal

feito por Mary Poppins por volta das 17:08 |

 

Conchinha não consegue
cantar o Noddy
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