terça-feira, fevereiro 22

Conversas 

 

- Mamã?
- Sim, filho?
- Que aconteceu ao John Kerry?
- A quem???
- Ao Kerry.
- Qual Kerry, Bananito?
- Aquele que se candidatou às presidenciais dos EUA.
- Ahhh.... ummmmm... não sei, Bananito.
- Achas que ele anda para lá a passear, pelos Estados Unidos?
- Deve andar.
- Mas ele não está a trabalhar?
- Deve estar, só que não sei em quê.
- Pois, ele tem de trabalhar.

As coisas que estes miúdos se lembram!
feito por Mary Poppins por volta das 15:05 |


segunda-feira, fevereiro 21

Educação 

 


"Eduque-o como quiser;de qualquer maneira há-de educá-lo mal."
Sigmund Freud


"É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprirem escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias."
Emmanuel Kant


"A educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado."
Oscar Wilde

Três das minhas leituras de eleição, três pensamento pouco abonatórios para nós, educadores. Ponho-me a pensar qual será o peso da verdade nestes pensamentos...

feito por Mary Poppins por volta das 15:47 |

domingo, fevereiro 20

Conversas 

 

- Mamã! Mamã, olha as muvens!
- Sim.
- Mamã, olha a muvens. Está um dia perfeito!
(Curioso como a Conchinha diz mal "nuvens", mas "perfeito" sai correcto) :)

-------------------------------------------------------------------------

- Conchinha, amanhã tens de ir fazer análises ao sangue. O doutor vai dar uma pica no braço, para tirar sangue à Conchinha.
- Não!!! Eu parto tudo!

Isto vai ser lindo, vai.

feito por Mary Poppins por volta das 10:45 |

sábado, fevereiro 19

Dias 

 

Tempo recorde de casa limpa e arrumada, decentemente: 12 minutos
N.º de visionamentos do Shrek 2: 28.235
Paciência: -10
Desespero: Mais que muito

Está à frente, sem dúvida, o Shrek

feito por Mary Poppins por volta das 11:23 |

terça-feira, fevereiro 15

Conversas 

 

Estávamos a jantar. Durante um discurso, onde o Bananito contava a sua ida a uma quinta:
- Sabes, as aranhas não são insectos... - dizia ele.
- Não? São aracnídeos, não é? - inquiri eu.
- Pois, os insectos têm três pares de patas. As aranhas têm quatro pares de patas.
Ouve-se a voz da Conchinha, muito indignada:
- Não xão patas! Xão patos!

feito por Mary Poppins por volta das 21:12 |

domingo, fevereiro 13

A Conchinha canta o Noddy - Take I 

 

Resolvemos por a Conchinha a cantar, aí ao lado. Calhou ser a música do Noddy. Não correu bem, correu lindamente. Rimo-nos imenso.
Espero que gostem. :)

feito por Mary Poppins por volta das 21:38 |

sexta-feira, fevereiro 11

Roupitas 

 

Encontrei a roupa de sonho para mim e para os meus filhotes. Tem coisas maravilhosas!!

Para a Conchinha:


Para o Bananito:

E para a mãe,que também merece ;):

feito por Mary Poppins por volta das 15:15 |

quinta-feira, fevereiro 10

Significado dos Nomes 

 

Sebastião: Do grego, sagrado, reverênciado.
Constança: Variação de Constância, do latim Constantia, firmeza.

Parece-me bem. :)

feito por Mary Poppins por volta das 16:07 |


Dilemas - Parte II 

 

Quando se tem uma criança com doença crónica, acaba por se natural tentar, de todas as formas, procurar ajuda.
Quando a medicina não tem respostas suficientes, qualquer mãe pondera a hipótese de recorrer a métodos menos convencionais. Principalmente quando somos obrigados a encher os nossos filhos de medicamentos que à partida sabemos que nada têm de inócuos.
Aquando da longa estadia de Bananito no Hospital da Estefânia uma das enfermeiras, que acabava por conversar bastante comigo, contou-me o seguinte:
Numa determinada altura deu entrada naquela ala, onde só estavam internados meninos com problemas respiratórios, ou como no caso do Bananito, com problemas renais, uma criança com enormes dificuldades de respiração. Segundo ela, a criança tinha tido uma vida muito complicada, pois desde que nascera, a sua vida tinha sido, maioritariamente, passada naquele hospital. Desta vez o período em casa tinha sido muito mais longo, mas a recaída muito maior. Assim que a criança deu entrada nas urgências foi dado a ordem de internamento e feito todos os exames necessários. Só que os resultados dos exames não apresentavam o que seria esperado. Não havia sombra do tratamento que os médicos do hospital tinham passado à criança, e na sua vez havia substancias que não se percebiam como estavam ali.
Os médicos sentaram-se com a mãe da criança e tentaram perceber o que se tinha passado. A mãe, depois de muita insistência, acabou por dizer que tinha levado o filho a um homeopata, e que este tinha conseguido aquilo que os médicos nunca tinham: a criança tivera meses seguidos sem crises. Só que nesta altura, aquando desta crise, o homeopata não estava no país, e os pais, desesperados, recorreram ao hospital.
Os médicos do hospital apresentaram queixa ao Ministério Público, e a criança foi retirada da guarda da mãe, ficando, temporariamente, à guarda do hospital. Foi alegado negligência. Depois de várias peripécias e idas ao tribunal, este acabou por deixar a criança ir para casa, à guarda do pai, que alegou que desconhecia estas idas ao homeopata.


Esta história parece assustadora, se calhar é-o mesmo.
Andei, durante muito tempo, a pensar se deveria ou não levar o Bananito a um médico na Figueira da Foz, o Dr. Montezuma, que me foi indicado por várias pessoas, todas elas disseram maravilhas dele, e que havia conseguido resultados onde mais nenhum médico conseguira. Mas depois lembro-me sempre desta história, e também que, se o Banito tem uma recaída, não posso sair de Lisboa, a correr, para a Figueira da Foz.
Acabei por me ficar mesmo pelos médicos do Hospital da Estefânia, confio neles, mas a verdade é que queria que os resultados fossem melhores. Também sei que ele fazem tudo o que está ao seu alcance, mas será o alcance deles o suficiente?

Neste período aprendi que o mal do Bananito me afecta, muito, mas também aprendi a olhar para o lado e ver que há pessoas que estão muito piores do que nós.
Lembro-me, muitas vezes, de um bebé, que entrou para o quarto do Bananito, o B., com um mesito de idade, e que estava ali porque os rins não funcionavam. Acabei por me afeiçoar a ele, pois a mãe não ficava durante a noite, e acabei por adoptar. Dava-lhe os biberons da noite, mudava-lhe a fralda e embalava-o.
Passados cerca de dez meses, numa das vezes que fui com o Bananito às análises lá ao hospital, encontrei o B., a fazer análises também. Ainda estava internado.
E agora, passados 5 anos, por onde andará ele?

feito por Mary Poppins por volta das 10:38 |

quarta-feira, fevereiro 9

Dilemas 

 

Porque é que o meu coração se dedica a entrar em lutas com a minha cabeça, mesmo sabendo que não poderá vencer?

feito por Mary Poppins por volta das 19:29 |

segunda-feira, fevereiro 7

Conversas 

 

Estava a Conchinha sentada na sanita, já há algum tempo. O papá estranhou e foi lá:
- Já fizeste cóco, Conchinha?
- Não, não consego - responde ela, muito compenetrada.
- Porquê, filha?
E dispara ela, com um ar muito sério:
- Puca tenho o rabo pocanino!

feito por Mary Poppins por volta das 11:47 |

sexta-feira, fevereiro 4

Situações 

 

Pai e filha conversavam, sentados no sofá. O pai, à medida que ia falando aproximou-se da Conchinha e ela, de repente, fixou os olhos na bochecha do papá. Começou a mexer-lhe na bochecha, com delicadeza, dizendo:
- Tens aqui uma coija – e ia mexendo na cara, devagarinho, com os seus deditos pequenitos.
O papá, já intrigado, perguntou:
- Que é Conchinha? O que tenho na cara? Está sujo? É uma migalha?
Ela continuou a observar atentamente o rosto do pai, sorriu e exclamou:
- É uma barba!

feito por Mary Poppins por volta das 09:35 |

terça-feira, fevereiro 1

Parabéns, Minha Ratita 

 

O tempo passa a correr, parece que cada vez corre mais depressa.
Fez ontem três anos comecei a saga de entradas e saídas da maternidade. Havia ido na terça-feira a uma consulta de rotina, a das 37 semanas e foi-me dito que a Conchinha estava prontinha para vir conhecer a sua família. Voltei para casa feliz, pois já estava cansada da gravidez. As minhas costas ressentem-se muito, e já estava naquela fase em que não me sentia confortável em nenhuma posição, além de que ansiava pela chegada da minha pequenita. Desta vez não estava assustada, pois um parto já não era novidade para mim. As únicas coisas que me angustiavam eram como correria o parto, pois é normal querermos que os nossos filhos venham ao mundo com o menor sofrimento possível, e como seriam as coisas na maternidade Magalhães Coutinho, pois a minha experiência anterior com esta maternidade não tinha sido das melhores.
Nessa quinta-feira de manhã dirigi-me à maternidade para fazer um CTG, pois sentia a perna direita presa, o que para mim é sinal de contracção. Quando lá cheguei, e após ter feito o dito, a médica disse-me que já estava em trabalho de parto, mas ainda mesmo no principio, e aconselhou-me a ir almoçar e voltar por volta das 15 horas, para vermos como estava a evoluir a coisa. Foi o que fiz, almocei com a minha mãe, liguei ao maridão a pô-lo a par dos acontecimentos e aproveitei para pedir a ajuda dos avós, em relação ao Bananito. Ficou combinado que o melhor seria eles irem-no buscar à escola e ele ficar lá em casa a dormir, pois tudo indicava que a manita iria nascer nesse dia.


Após o almoço, por volta das 15 horas, lá me pus, de novo, a caminho da maternidade.
Fiquei, pelo menos, duas horas à espera para fazer outro CTG. Sentia a perna cada vez mais presa e cada vez menos movimentos da Conchinha. Fizeram-me o toque e o CTG, e ainda não era desta:
- Vá jantar, e volte por volta das nove da noite, está quase.
Liguei de novo ao marido, a pô-lo a par dos acontecimentos, e passados alguns minutos já o tinha comigo. Decidimos ir até à Fnac do Colombo, comprar uma prenda para o Bananito e jantar. Já nem pegámos no carro, decidimos ir de metro. Comprámos o que tínhamos a comprar e acabámos por decidir jantar ali por perto da maternidade, não fosse o diabo tecê-las. Jantámos tranquilamente, apesar de os nossos corações estarem já numa ansiedade terrível.
Lá voltei à maternidade, desta vez mais tranquila, pois o papá já estava comigo. Não esperámos muito até me mandarem entrar, novo CTG e desta vez já não ia voltar a sair. Prepararam-me para o parto e fui transferida para uma salita de preparação para o parto. Eram cerca de 11 da noite. Ainda não tinha contracções dolorosas, nem as águas tinham rebentado. Chegada ali, foi-me dado ocitocina, para acelerar as contracções e fazer a dilatação. Deixaram o papá estar sempre comigo, e ali ficámos, a conversar e à espera, de corações apertadinhos de ansiedade, mas ao mesmo tempo a explodir de emoção. Ás 11h30 comecei a sentir as dores das contracções, e passados 20 minutos estava a ser levada para a sala de partos, nesta altura já com contracções muito pouco espaçadas. Rebentaram-me a bolsa e as dores continuavam. O papá tentava manter-me calma, apesar de eu saber que ele ainda estava mais nervoso do que eu. Nesta altura, e já a suplicar para que as dores passassem, pedi uma epidural, e passados pouco minutos lá estava uma médica com a seringa. Aqui é que as coisas se complicaram, logo porque à partida a médica viu que eu já estava com seis dedos de dilatação e a dilatar a uma velocidade estonteante:
- A mamã já está quase a ter o bébe... se calhar não vale a pena estar a dar-lhe a epidural, até porque a quantidade que lhe vou administrar é muito pequena...
- Vale a pena sim, por favor... – disse eu. A médica lá deve ter percebido que se não me desse a epidural eu ia desatar para ali a berrar, por isso acabou por aceder. Diga-se que a senhora era uma simpatia, e entre o meu espernear e queixar-me, após várias tentativas, porque eu não conseguia estar quieta, devido às contracções, lá me deu a epidural. Com isto tudo já era quase 24h15. A médica sai e entra uma enfermeira, uma rapariga novita, muito serena e calma. Pede ao papá para que ele passe para a minha cabeceira e me dê a mão, pois estava na altura. Ele ali ficou, comigo, de mão dada. Nesta altura a única coisa que eu ouvia era a voz da enfermeira, uma vez:
-Força agora!!
Eu fiz.
- Outra vez, força!
Eu fiz, e desta vez senti a cabecita da conchinha sair. Que emoção. Ela ainda só tinha a cabeça de fora e já se ouvia o seu chorar, aquele chorar de ratito.
- Só mais uma vez, força!!
E desta vez senti que tinha sido a última vez. O tempo pareceu parar naquele momento, quando na puseram no colo, ainda toda sujinha. Era linda, tão pequenita e rosadinha. Nasceu eram 24h 23.
Nesta altura oiço a enfermeira falar com o papá:
- Quer cortar o cordão umbilicar? Tome, corte aqui.
E vejo o meu marido, de tesoura na mão, cortar o cordão. Foi um momento que nunca hei-de esquecer. Levaram a Conchinha, para a limpar, para ver se estava tudo bem, e ali ficámos os dois e a enfermeira, ela a acabar de me tratar e nós os dois embevecidos e completamente apaixonados por aquela bebé que tinha nascido de nós, que era linda, linda e saudável.
Pouco depois mandaram o papá embora para casa, que aqui a mamã tinha de descansar e ele lá foi, feliz como nunca.
Eu fiquei no recobro, mas passados menos de 15 minutos já tinha a Conchinha a mamar no meu peito. Algum tempo depois fomos ambas para o quarto, tentar dormir.


Faz hoje três anos que a minha filha nasceu, aquela bebé que cabia num antebraço já é uma menina, pequenita, é certo, mas tem crescido tanto e tão depressa.
Três anos se passaram desde que tu nasceste e o que desejo é que continues a crescer como até aqui, forte, saudável e cheia de energia (sim, porque apesar de eu me queixar das resmas de disparates, na verdade não me importo ;)), feliz e desejo que te tornes numa mulher segura e realizada, e com a certeza que nós, a tua família, vamos estar sempre aqui para ti, para te ajudar e apoiar ao longo da tua vida. E com a certeza absoluta, que por muito que cresças, a meus olhos serás sempre a minha bebé, minha filha.

Parabéns, minha pequenita.

Amo-te sempre.


feito por Mary Poppins por volta das 08:53 |

 

Conchinha não consegue
cantar o Noddy
:

Estamos Cá Desde

  • Março 2004
  • Abril 2004
  • Maio 2004
  • Junho 2004
  • Julho 2004
  • Agosto 2004
  • Setembro 2004
  • Outubro 2004
  • Novembro 2004
  • Dezembro 2004
  • Janeiro 2005
  • Fevereiro 2005
  • Março 2005
  • Março 2006
  • Abril 2006
  • Maio 2006
  • Junho 2006
  • Outubro 2006
  • Às Vezes Espiamos:

    Gandas Malucos
    Coração de Manteiga Mais Sisudo
    A Tia Robina
    O Tio da Índia
    A Tia Luzinha
    A Tia Fata
    A Tia Duende
    Viver a Vida

    Os Pequenitos:

    100 Nada
    2 Miminhos
    ABC dos Miúdos
    A Familia Pipoca
    A Leste do Paraiso
    A Minha Luz
    As Aventuras da Marta
    Avena
    A Ervilha Cor-de-Rosa
    By the Ocean
    Bichinho Feio
    Cirandinha
    Costinhas e não só
    O Ervilho
    Filhos
    Fraldas & Cia.
    Histórias da Dani
    Histórias da Mamã
    Lyrae's World
    Maezite
    Mamãããã!!!!
    Mãe Galinha
    Mamããã...goto de ti!
    O Meu Filho e Eu
    Mi Mama Me Mima
    Nove Meses
    O Dia a Dia
    O Nosso Biscoito
    Para ti, Bébe
    Passeai, Flores
    Rabujices
    Reunião de Pais
    Sapinho Gordo
    Todas as Cores
    Trocas & Baldrocas
    Tudo menos Política
    Um Pouco Mais de Ti
    Vida de Pais
    Xilileca & Pacacete

    Chupa-Chupas

    Crianças Criativas:




    E-Mail

    Powered by
    Blogger

    Powered by Blogger


    Template por
    webmássta Badalo