quinta-feira, junho 29

Comentários de uma Mãe Babada 

 

O Sebastião acabou o 4º ano de escolaridade. Vai começar uma nova etapa na sua vida (que a mãe teme mais do que o filho). Aqui fica a apreciação global da professora:
"O Sebastião é um aluno brilhante. É muito interessado e muito participativo. Parabéns!"

Que mãe não ficaria orgulhosa?
feito por Mary Poppins por volta das 19:46 |


sexta-feira, junho 23
 

Reparo muitas vezes como os meus filhos são diferentes. Sei que os amo com a mesma intensidade, e que o meu desejo mais enraizado é que sejam felizes, muito felizes. Queria protege-los de tudo que lhes fizesse mal, mas não chego a tudo, e crescer também passa por sofrer.
O Sebastião já tem a sua dose, muito por os problemas de saúde que tem e das limitações que acarretam, outra parte pela própria sensibilidade que lhe é inata. Detesta injustiças, e sofre sempre que as percebe.
A Conchinha é uma patareca alegre, nada a parece afectar, adora brincar, é rata, ratita de esperta. Pela personalidade dela percebo, que a continuar assim, sempre sairá por cima. É de ferro, tem tanto de admirável como de cansativo, quer fazer valer sempre a sua vontade. Cai, mas levanta-se imediatamente, e deita pata trás das costas, passa por cima, com toda a facilidade. O Sebastião guarda para ele e repisa. Provavelmente teve de crescer demasiado depressa, teve de aprender a viver com coisas que só deveria conhecer em adulto, e é um ser pensante por excelência.
Os meus filhos, são meus, e para mim, os melhores do mundo, mesmo com as suas diferenças, são os filhos que sempre quis, mesmo com todas as dúvidas, com todas as dificuldades de mãe, agradeço todos os segundos por os ter comigo, cada vez mais.

feito por Mary Poppins por volta das 22:11 |

sexta-feira, junho 16
 


A Conchinha, mesmo doente, continua com energia para dar e vender. Deve ser prima da Daniela Mercury.
feito por Mary Poppins por volta das 21:17 |


quinta-feira, junho 15

O Hospital D. Estefânia 

 


Fala-se muito sobre os hospitais públicos, a falta de condições dos mesmos, das eternas esperas.
Hoje gostava de falar um pouco sobre o Hospital D. Estefânia, pois é o que melhor conheço (infelizmente).
Foi diagnosticado Síndrome Nefrótico ao Sebastião, quando ele tinha 4 anos, no Hospital dos SAMS. Nesse dia deram-me uma cartinha fechada, sem grandes explicações e mandaram-me ir imediatamente para o Hospital da Estefânia, aconselhando-me a levar bagagem, pois ele iria ficar internado. Explicaram-me que lá estavam os melhores especialistas de nefrologia, e que ele precisava de tratamento imediato. Assim fiz, corri para lá, com o coração e a carta fechada nas mãos. Assim que cheguei entreguei a carta a uma enfermeira e trinta segundos depois estava a ser chamada. O Sebastião foi internado nesse dia, e com ele eu fiquei. Foi lá é que me explicaram o que se passava, como iria ser o tratamento inicial, sem grandes pormenores, é verdade, mas hoje percebo que naquela altura também não conseguiria assimilar grande coisa. Disseram-me que era uma doença crónica, e sem cura. Disseram-me que havia um caso em cada dez mil crianças e que não sabiam como aparecia. Disseram-me que era uma doença maioritariamente de rapazes. E disseram-me que não sabiam quanto tempo teríamos de ficar lá. E ficámos muito tempo.
Os pais das crianças que têm a infelicidade de ver os seus filhos internados no Hospital da Estefânia não têm grandes condições para lá ficarem, é verdade. O Sebastião partilhava o quarto com mais três meninos, e havia apenas um cadeirão para as quatro mães, as outras dormiam em cadeiras de madeira, sentadas. Mas os meninos têm tudo o que precisam. Têm educadoras, todos os dias da semana, das 9 às 3 horas da tarde. Têm uma sala com brinquedos, cadernos, plasticinas e canetas. Têm jogos. Têm enfermeiros e médicos competentes, dedicados e preocupados com eles. Também é verdade que os médicos nem sempre dizem tudo aos pais, principalmente quando as coisas estão mais negras, mas quem os pode censurar?
A doença do meu filho faz com ele tenha o sistema imunitário muito fragilizado, é fácil ele apanhar infecções, e estas provocam recaídas da doença. Está muitas vezes doente, e há poucos médicos que conheçam bem a doença, e que tenham o à vontade para o tratar quando ele tem alguma infecção. A pediatra dele (um anjo caído do céu na minha vida) infelizmente só dá consultas a partir das 7 da tarde, e por vezes não podemos esperar tanto. Já aconteceu duas vezes mandarem-me embora do Centro de Saúde, por não saberem o que lhe receitar. Dizem para eu ir para o Hospital da Estefânia. Hoje em dia é o que faço. Corro para lá. Sou sempre bem atendida, e rapidamente.
Quantos às esperas que tanto se fala, acredito que se devem, essencialmente, aos utentes. Esta semana tive de ir para o Hospital, o meu filho estava com uma amigdalite, teve de levar uma injecção de penicilina. No rastreio estava uma mãe com um menino que teria cerca de 3 anos, e ela queixava-se que o filho tinha dores no braço. O menino a olhos nus parecia bem, não chorava, estava com ar saudável. A enfermeira perguntava-lhe se o menino tinha caído. Não, tinha acordado assim. Mexeu-lhe no braço, movimentou-o, e nada, a criança não se queixou. A enfermeira mandou a mãe esperar na sala para ser chamada, para o menino ser visto por um médico. Assim que a senhora saiu, o comentário foi: Mais uma. O miúdo não tem nada! Claro que esta senhora deve ter ficado à espera uma eternidade, mas o menino foi visto, de certeza.
Claro que os pais ficam angustiados quando os seus filhos estão doentes, mas há que ser ponderado.
Nunca lá estive com a minha filha doente, quando ela adoece eu espero que sejam 7 horas e vou à pediatra. Quando vou com o Sebastião, nunca espero muito, ele é dado sempre como urgente ou muito urgente. Normalmente quando vou ao rastreio já nem volto para a sala de espera, os médicos evitam que ele fique em contacto com outros meninos doentes, para a coisa não piorar. Esta semana cheguei às 10h30 e estava despachada ao meio-dia, já com a espera da análise que o Sebastião teve de fazer.
Gosto deste Hospital, gosto da maioria dos médicos, tenho confiança em quem trata dele (ele vai lá a consultas regulares), agradeço do fundo do coração às médicas que o seguem á 6 anos, que o conhecem e brincam com ele, que o chamam pelo nome nos corredores. Para mim, o Hospital da Estefânia é um óptimo hospital.

feito por Mary Poppins por volta das 10:31 |

 

Conchinha não consegue
cantar o Noddy
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